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Letra da música Três Histórias

[Verso 1: GOG]
Abre o portão a caminho da rua
Olha pro céu e contempla a lua
A luz de cada estrela é sua companheira
A mesma parceira de segunda a sexta-feira
Bem depois dela partir, os primeiros raios de sol irão vir
Atravessa o campinho andando apressada
Se perder o ônibus das cinco, chega atrasada
Só que o baú não ajuda na missão
Desconforto, atraso, superlotação
Pra ir sentada, folheando, lendo o jornal
Tem que pegar lá no terminal central
Se não bater o cartão exatamente no horário
O desconto vem sem perdão no seu salário
Chega, muda de roupa, uniforme e avental
Completa com uma touca no cabelo o visual
Chef de cozinha, orgulho da empresa
Negra, almoça sem os filhos na mesa
A mesma rotina, entra ano e sai ano
De Samambaia Norte à rodô do Plano
Não reclama da vida, sempre positiva
Pai e mãe do lar, o bem-estar cultiva
Quando questionada das dificuldades

[Refrão: Wlad Borges]
Nunca desiste e nem joga a toalha
De cabeça erguida, enfrenta a batalha
Fio da navalha, não admite falha
Realidade de quem trabalha
Nunca desiste e nem joga a toalha
De cabeça erguida, enfrenta a batalha
Fio da navalha, não admite falha
Realidade de quem trabalha

[Verso 2: GOG]
Asa norte do avião, já são três e meia
Barriga está vazia; a mente, cheia
Lá Paraná inicia a jornada
Literalmente ele dorme na parada
Sobrevive do lixo, latas e metais
Roupas, acessórios e tudo mais
Um cara bem inteligente, lê bastante
Tem uma visão ecológica interessante
Fala do caos brutal da sociedade
Pergunta “quem é feliz de verdade?”
Sem ciclovia, de bicicleta, concentrado, numa cidade feita pra carros
Bate no peito, diz ter orgulho de não se envolver com esses bagulhos
Droga, fofoca, confusão
Crê que o bem é a salvação
Diz que é difícil a vida na rua
Todos julgam a vida igual a sua
Antenado, diz fazer menos mal do quem polui acelerando no sinal
Ele é mais um personagem, não uma lenda
Espero que ao final você entenda
Que a parada onde o passageiro sobe e desce
É moradia enquanto lar não aparece

[Refrão: Wlad Borges]
Nunca desiste e nem joga a toalha
De cabeça erguida, enfrenta a batalha
Fio da navalha, não admite falha
Realidade de quem trabalha
Nunca desiste e nem joga a toalha
De cabeça erguida, enfrenta a batalha
Fio da navalha, não admite falha
Realidade de quem trabalha

[Verso 3: GOG]
Às cinco da manhã, tira o veículo da garagem
Da CI ao RK, apreciando a paisagem
Fala pouco, não é de correr risco
Foge do congestionamento no horário de pico
Um bom baiano, 50 e poucos anos
O que passou nada vida, eu fico imaginando
O carro vai levando só o motorista
Estrutural é PVG, quem arrisca
Via rap abalando o Colorado
Notícias do trânsito chegando pelo rádio
No trajeto dá carona, dependendo do lugar
O carro, uma gota; o trânsito, o mar
Daí passou a refletir: bom, mesmo seria se
O transporte público fosse de qualidade
Atendendo com dignidade a cidade
Só que a melhoria esbarra em problemas:
Máfias, empresas, caixa 2, mil esquemas
Ao fazer as contas chegou a conclusão:
Só eles quem lucram com a atual situação

[Ponte: GOG]
Amanhã recomeça tudo novamente
Rotina de gente pouco influente
Que não atrapalha, tá no campo de batalha
Realidade de quem trabalha

[Refrão: Wlad Borges]
Nunca desiste nem joga a toalha
De cabeça erguida, enfrenta a batalha
Fio da navalha, não admite falha
Realidade de quem trabalha
Nunca desiste nem joga a toalha
De cabeça erguida, enfrenta a batalha
Fio da navalha, não admite falha
Realidade de quem trabalha

[Ponte: GOG]
Amanhã recomeça tudo novamente
Rotina de gente pouco influente
Que não atrapalha, tá no campo de batalha
Realidade de quem trabalha

[Saída: Wlad Borges]
Wlad Borges, GOG

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