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Letra da música Heroínas e Heróis

[Verso 1]
Minhas heroínas resistiram, todas estão vivas
Mesmo as que partiram, pela obra, estão ativas
Ou você acredita numa Dandara derrotada?
Que Aqualtune resulta de uma história inventada?
Que as Mães da Candelária, Acari, Praça de Maio pariram um bando que merecia mesmo ser eliminado?
Que o lugar da mulher negra é servindo na cozinha?
Que, com a eleição da presidenta, acabará a ladainha
Do extermínio da juventude, saúde da população
Das mulheres esterilizadas sem nenhuma informação
Que a remissão negra era mesmo a servidão?
Que não vai dar em nada, não vai ter reparação?
Sinto desapontá-la: o efeito dos seus males
Desperta Dona Neca, motiva Lélia Gonzalez
A frieza encarnada da ternura de Makota Valdina
Vilma Reis, inspirada pela cria da guerreira Sabina
Remanescentes, ilês, roças, restingas
Provas das vitórias das rainhas [?]
Joelma, Dindinha, Dona Martinha, Rigoberta, Selma do Côco
As feridas de Frida, moradia sem reboco
Clementina, Carolina de Jesus e o desejo de duas pretas reunidas num quarto de despejo
Minhas heroínas estão vivas, rebeladas
Formadas dentro ou fora da escola
Na luta concentradas

[Ponte]
Minhas heroínas estão vivas, rebeladas
Estão vivas
Na luta concentradas
Meus heróis estão vivos
Seguem derrubando ditaduras e ultrapassados
Olham nos olhos

[Verso 2]
Meus heróis resistiram, todos estão vivos
Mesmo os que partiram, pela obra, estão ativos
Ou você acredita que Zumbi foi derrotado?
Que Conselheiro perdeu a cabeça e fim de papo?
Que os rebelados Farrapos se resumiram a trapos?
Que da Revolução dos Alfaiates só sobraram cacos?
Que o que mais vale, na real, é o visual, a estética?
Que a anarquia acabou nos volts da cadeira elétrica?
Quando o carrasco incinerou Sacco e Vanzetti
Quando criticou o grafite, o break, o scratch
[?], Blacktude, negras raízes sempre vivas
Achou que lendo Carlos Moore ficaríamos na defensiva
Sinto desapontá-lo, sei da sua doença
Sua crença se resume à leitura, falta vivência
Nossos livros, nossa vida, nossa escola
Guerra preta, estratégia quilombola
Os DJs falam pelos discos, MC’s pelos escritos
O atrito da agulha, voz de Hamilton causa agito
No Egito, os manuscritos estão desenterrados
Seguem derrubando ditaduras e ultrapassados
Estão nas praças, de lá mandam sinais de vida
Olham nos olhos, marcham de cabeça erguida
Meus heróis estão vivos
A vida nunca foi brinquedo
Entre as profissões, relatos, rap, samba-enredo

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