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Letra da música Fale-Me de Amor

[Diego 157]
Queria rimar a paz mais o que vivo não me permite
Então narro sem corte a dor no barraco de madeirite
O luto da tia preta ao ver a polícia matar seu filho
A frustração do menor infrator que troca o livro pelo gatilho
A vida é triste, contraditória e só quem sobrevive sabe
O que é o demônio de farda invadindo o bairro de modo covarde
A enfermidade da filha caçula ao saber que o pai foi morto
O desmaio da mulher no reconhecimento do corpo
Em tempo chuvoso segue a sina que traz desespero e nos massacra
Rua alagada, barraco desaba e o terror se deflagra
Na redoma composta de caos denominada Massaranduba
Onde o PM despreparado agredi e xinga as mães de puta
É triste ver meu semelhante oprimido e escravizado
Com o Rg carimbado como não alfabetizado
O esgoto que corre na frente de casa não me inspira risos
E o filme de minha vida ainda é o de fim sofrido
Perda de ente querido, irmão furado na troca de tiros
Família ao pranto, suplicando que não seja verídico o fato ocorrido
E lá se vai mais um que o ócio seduziu
Entrou de embalo, vida fácil se alienou caiu
É sempre assim, sem Ibope a morte de um dos nossos
Sem reconstituição de crime amparo as famílias e monumento póstumo
Só enterro como indigente matéria em jornal como delinquente
E ninguém analisa os motivos que levaram o cara a agir friamente
E o playboy quer questionar e dizer que o que eu canto é erro
É porque não vive o que vivo e não conhece o barraco no aterro
Nunca correu em beco escuro pra dar a má notícia
Nem tomou tapa na cara da maldita polícia
Vai se fuder, vai, vai tomar no cu
Você não tira lama da casa e não tem problemas com o Bahia azul
É nós por nós, só nós por nós mesmos
Os pretos pelos pretos para os pretos com os pretos

[Refrão: Leo Soulza]
Fale-me de amor pra eu esquecer os maus momentos
Traga-me paz, renove meus sentimentos
Hoje preciso de uma palavra de conforto
E não caixão de irmão encontrado morto

[Man-Duim]
É a sinfonia do inferno,
Que traz terror implanta dor e manda inocente pro cemitério
Como seria bom se a vida fosse como nos contos
Pra eu não ter que salvar meu visinho depois da chuva embaixo de escombros
Vejo a mulher reclamar que o marido só quer saber de crack
Que a espanca toma o dinheiro e já perdeu a dignidade
Menino novo diz que tem pó que é do bom se acha o tal
Vida efêmera que só dura ate cair na real
Enquanto os pais se embriagam no bar falando sobre futebol
Filhos drogados varam a noite só dormem ao nascer do sol
Na rua um cristão me dá um folheto com a palavra
Em seguida vejo pânico difundido pelo inimigo de farda
Foi aí que nas escrituras divinas a fundo refleti
Na passagem que diz que o inimigo vem roubar, matar e destruir
E enquanto for assim o discurso não muda
Vai ter verso sem maquiagem sempre na mesma conduta
Do subúrbio ferroviário ao descaso nos alagados
Má estrutura, vida dura, demolição de barracos
No fim de semana várias intrigas, mais álcool, mais briga
Quem quer o nosso fim sorri e a juventude segue corrompida
Pela mesma ferida que não cicatriza a droga inferioriza
Seres fracos não lutam se quer por uma transformação de vida
Não é justo está onde estamos e nem como estamos
Então que seja feita a justiça vamo que vamo todos marchando.

[Refrão: Leo Soulza]
Fale-me de amor pra eu esquecer os maus momentos
Traga-me paz, renove meus sentimentos
Hoje preciso de uma palavra de conforto
E não caixão de irmão encontrado morto

Sobre Fale-Me de Amor

A música Fale-Me de Amor, de 157 Nervoso com participação de Leo Soulza e produção de Diego 157, foi lançada no disco A Cria Rebelde, em 2009.

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