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Letra da música CPI Da Favela

Eu confesso o meu protesto
É linha dura, armadura, armadilha
O preto mais falado Brasília
Favela pra vida, Adeus a lei da suicida (Assim que tem que ser)
To cansado disso tudo vê se não me amola
Prepare-se pra uma rajada de inteligência
Não to aqui só pra meter o pal. Falar mal da policia
Joga conversa fora dá ibope pra mídia.
Lhe garanto sem ferro trago em cruz bem em cima do sistema do inferno
Existe um sangue derramado, existe uma cruz, o preto aqui vive no sistema do poderoso Jesus.
(Rá!) Então raciocine, nunca subestime o crime, policia é bandido, inimigo.
Armado ha contesta, falo, sou, fogo cruzado é fato morô?!
Aqui o papo é reto na rima sou direto, contrariando os filhos da puta que dizem que eu não presto
Protesto eterno contra o sistema FS os aliados fudendo o esquema.
Música é música… Alencar. Estou no meio de um bombardeio não posso respira
Cada um tem seu valor, o meu? É um pouco mais. Quem quer doido? Se liga, Corre atrás!
Eai ladrão, agora se liga na fita
Retrato falado mandante que rola na vida sofrida
Paulinho sangue bom, pois… É! Soldado da periferia véio em sobradinho.
Sou do EF, Senlândia lá do Sul, a sorte da quebrada não pinta pra qualquer um
Se hoje está vivo amanhã já não garanto se folga na quebrada eu só lamento é só mais um.
NFWR atropelando na levada a Samambaia tem 10 anos e a mensagem é pesada
Para os manos de São Paulo e os véios de Brasília não existe lugar melhor que a nossa periferia.
Setores fatores na quebrá ou assalto favela VSM da letra há doze horas atrasada
Assim funciona a polícia, muitos enfornados em vielas em volta da quebrada violeta beijando a cena, é muita treta.
Vendo a sua cara com suor, levada, é protesto.
Cabo de Guerra, cada um puxa pro seu lado
Nessa hora é difícil decidir quem ta certo, quem ta errado, é luta pela sobrevivência camarada dia-a-dia na quebrada.
Granada pronta para ser acionada escute bem porque aqui quem fala Zé 10
Santa Maria minha quebrada lá do Sul Canta Pedra Nova K vitima de muita brutalidade.
Ei, mediga por quê? Difícil saber “O Por quê?” eles chegam aqui fazem assim o interrogada é você não vai se esconder
Se eu medo empera e você se entregar você vai se perder,
Nada você vai ganha e pouco vai percebe.
500 anos se completa o meu Brasil continua na mesma merda, por incrível que pareça
Pouca coisa mudou, pouca coisa vai mudar,
Você sabe que é mal fala bem alma aqui na do Chaparral.
Chego mandando um recado pra falsa política
Que no DF é comandado por um pilantra e a sua quadrilha
Eu sou linha de frente e não é brincadeira, expansão filosofia negra.
Aqui é papo sério não tem mistério
Tomando de assalto quadrilha positiva no ato
Ei WD pode para com seus baratos o movimento conhece bem (lasca que eu passo!)
Quase que eu barrei aqui, assunto de CPI, mas daí,
Queima de arquivo, homicídio, execução na calada só o “Oitão” quem paga
Aqui quem fala é o Daniel Ma faia.
E agora véio? Tu ta enrolado. A periferia entendeu o recado
Que Deus não é três ele é um não Trindade.
Precisas-mos de Jesus meu irmão.
Ai Brasil brasileiro, terra do carnaval
Muitas botam na micarê na onda do pererê,
Rala o tchan nada vê, realidade atual,
Samambaia quebrada, cai pra dentro pra ver.
Resumo da rima a CPI da Favela
Marcão aqui é que leva, tem muito neguinho saindo da quebrá pra quê?
Pra esgoelar. Carnaval tai arrocha o maluco que requebra é tudo por necessidade.
Vendo a sua cara com suor, levada, é protesto.
Modo de vida, a raça negra tempo suicida
A balança da justiça não presta socorro
Então se liga, axé Marias, axé Josés.
Eu sou Japão pavio aceso para os Zé manes.
Versos ao rap é o nome, aqui quem fala é Barão
Sociedade falida sem esperança de vida, sem água, sem comida,
Drogas e armas de fogo na mão do nosso povo,
Será que voltou a guerra? Voltou a guerra de novo.
(Só!) Eu arredo na FERMAQ portador de necessidades especiais e não otário
Na periferia só mais um revolucionário,
Com o meu estilo de vida que oferece o meu conforto.
(…) Aqui não quero ver mais uma bala atravesse no seu pescoço.
Eai FHC, você não te-tem ou pra nossa mente fazer.
500 anos, tantas mentiras, tantos mortos, tantos planos… Alegria, é o que alivia.
Cabeça na barra, magrelos na área rap de verdade contra a maldade
Que trouxeram pra cá ha-ha, chega de apanhar é hora da vitória, a primeira história.
Venho chegando na seqüência aqui quem fala é Cal Center
Só linha de frente na parada riacho fundo é a quebrada
Aqui é mente engatilhada, rá-ta-ta-ta!
(Oh!) Eai Japão sangue A pá. Vocês viram muado WM é o esquema,
Protesto é o tema e a revolta da favela contra o sistema que vira as costas que só quer me ver de algema.
Auge de bandido, sou inimigo da lei que prejudicaram estudante,
Derramamento de sangue, armas, bombas, cacetes, tanques ignorantes,
PM aperta o dedo apaga o trabalhador.
Trabalhador brasileiro que dá um duro da porra, que porra,
De Sol a Sol na construção civil, puta que pariu,
Esse sim é o Brasil que eles querem que você veja:
Putaria, homicídio, bunda e cerveja.
Código Penal é isso aí se ligou? (me liguei) Viajou? (viajei) Do rap sempre gostei.
Então entenda nosso esquema, poder da rima que vem das ruas provendo (…)
Vendo a sua cara com suor, levada, é protesto.

Sobre CPI Da Favela

A música CPI Da Favela, de GOG com participação de Eila, Nany, DJ Brother, Ely, Isaías, ZFC, Nego Dé, Alen-K, Paulinho, Efeito Imediato, D'sarme, Djara, Zedek, MC Led, Natinho, B.A, Gilson, Bruno, Daniel D'Osfaya, Lio, Realidade Atual e Osmair e produção de DJ Raffa, foi lançada no disco CPI da Favela, em 2000.

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