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Letra da música Abalando

[Prelúdio]
Diz a lenda que brasileiro é burro
Diz a lenda que brasileiro tem memória curta
Você é brasileiro? (Sou) Escuta:
“Todo mundo bateu palma quando o corpo caiu”
– Lembra daquela música “Hoje Eu Tô Feliz (Matei o Presidente)”?
– Não eles censuram e eu nem ouvi
– Porra aquela abalou

[Verso 1]
Gabriel o Pensador, o homem que eles amam odiar
Agora voltou para … hm, hm… tentar falar
Isso é se ninguém quiser me censurar me calar
(Maneira, rapaz… da última vez eles te tiraram do ar)
Não eu não consegui acreditar nisso
Mas não vâmo esquecer e nem permanecer omissos
Num caso que diz respeito ao direito de um cidadão
De carregar no peito a sua liberdade de expressão
Liberdade de expressão aqui? Ha! Não existe
Eu fiz “Hoje eu tô feliz” e fiquei triste
Pois já não posso mais nem sair em paz
Os filho da puta confundem artistas com marginais
Mas eu não sou um marginal
Isso é um grande erro
Sou apenas um artista como todo brasileiro
E o meu erro foi dizer o que não devia
Acreditei que existia o quê: democracia…

[Interlúdio]
Cuidado, no Brasil as vezes o que a gente pensa que já era, ainda existe
E o que a gente pensa que existe, ainda falta conquistar
(Ãh?)
É, e liberdade de expressão é um bom exemplo pra questão
(Por quê? Já conquistamos?)
Não!

[Verso 2]
Então eu disse simplesmente o que o povo sente
Mas fui covardemente censurado pelo “Minha gente”
E a vontade que me dá não me venha perguntar
Eu vou falar: a vontade que me dá é de matar
É uma loucura, ninguém cura esse país
Se num acabarmos com a censura
Que me lembra a ditadura militar
(“Cale-se!”)
Cuidado
(“Como é difícil acordar calado”)
Eles não censuram só o artista
Eles censuram o povão
Pior do que acordar calado é acordar sem o pão
“Paiê cadê o pão?” Foi censurado
“Paiê cadê o leite?” Foi censurado
“Paiê o quê que é carne, hein?”
Essa é a censura na panela de um descamisado
“Paiê cadê o ovo?” Foi censurado
“Paiê cadê o arroz?” Foi censurado, porra!
“Pai tem feijão?” Não, toma essa água suja com farinha
E num reclama pra num ser processado
E a diversão era um futebol inocente
(“Quero perder de vez tua cabeça”)
(Então eu vi um pessoal numa pelada diferente
Jogando futebol com a cabeça do Presidente)
“Cale-se”
O povo unido outra vez foi vencido
Pediu pra ouvir meu rap, mas não foi atendido
“Ué, mas não existe mais censura no Brasil”
Amigo, vai nessa que tu tá é fodido
E foi só uma cabeça que caiu
Nem demos a primeira então não vâmo sair de cima, ouviu?

[Refrão x4]
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser

[Verso 3]
Por quê o Pensador veio falar do que passou?
Eu te digo
Não se lembre do passado e o teu futuro será escuro
Não se esqueça o que passamos há tantos anos
Procure a luz
Mete o dedo na ferida, vive a vida
Limpa o pus
E conduz o pensamento para o tempo que quiser
Fique atento não se esqueça a gente abala quando quer
(“Vem, vamos embora, que esperar não é saber”)
(Agora que lembramos um passado recente
Vamos falar do presente: e daqui pra frente?)
Não vamos nos intimidar
Chega de ser prego
É melhor ser o martelo, rapá
Mas também não pense que o Brasil já foi pra frente
Pois como sempre ele está no mesmo lugar
E sempre estará
Se a gente não se julga inteligente o suficiente pra mudar
Seria melhor se suicidar
Mas na verdade esse momento é de nascimento
(É a hora H)
Não vamos nos alienar
Olhe pro seu lado e veja como o povo está
(“A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê”)
E que fé será se não for a fé em nós mesmos
(Isso aí, Pensador!)
(“Get up, stand up”)
Você não veio ao mundo à toa
E se veio fazer algo faça alguma coisa boa
O que tá errado (tudo)
Deve ser mudado
Abalando as estruturas com o Pensador
(Tô ligado!)
(“Vem, vamos embora, que esperar não é saber”)
Eu tô falando de uma reformulação
Que começa na cabeça e vai passando pelo coração
Se você tem cabeça e coração
Não seja um vegetal
Seja um cidadão
(É “geração cara pintada”?)
Não, jovens em geral
Caras pretas, coroas, pessoas, malucos e caretas
(Entrem nessa união)
Não seja um imbecil meu irmão
Põe a mão na cabeça
Pára pra pensar
Nós temos o poder de abalar…
(“Vem, vamos embora, que esperar não é saber”)

[Refrão x4]
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser

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