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Letra da música Violência Gratuita

Violência gratuita por todo nosso país
Favelas, periferias, guetos, brancos e pretos
Destruindo o pouco que têm, o resto que lhes resta
Cidades satélites, Ceilândia não é diferente
O sistema quer que nos matemos
Para que no dia dos nossos enterros mandem dar uma festa
E nós estamos fazendo exatamente o que eles querem
Vários botecos abertos, várias escolas vazias
Prostituição infantil, estupros, assaltos, tiroteios
Eles querem que nos matemos, mas não todos nós,
Querem um exército de zumbis, selvagens, violentos e principalmente ignorantes
Destrua tudo, destrua o pouco que tem
Seja o que o sistema quer, mais um “Zé Ninguém”
Quebre tudo, arrebente, mande pro espaço
Aí então, será mais um no time dos palhaços
Destrua o seu lar, a periferia
Faça o que o sistema quer, o que sonhou um dia
Piche muros, quebre escolas, mostre que é mais um otário
Tudo o que você quebra sai do seu salário
E se você não trabalha, quem paga são seus pais
Que trabalham como escravos, só desejam a paz
Nos alimentos, nas roupas, impostos embutidos
Você destrói, eles riem, você sempre fodido
Quebre o único orelhão que há por perto
Você diz ser revoltado, se acha sempre o certo
Se drogue, se prostitua, escravo do sistema
Palhaço ordinário, digno de pena
Jogue pedras nos ônibus e ache isso normal
Use drogas, faça assaltos, mais um marginal
Reclame de tudo e todos, que ninguém o ajudou
Só te deram a corda, você que se enforcou

[Refrão]
Destrua tudo, destrua o pouco que tem
Seja o que o sistema quer, mais um “Zé Ninguém”
Quebre tudo, arrebente, mande pro espaço
Aí então, será mais um no time dos palhaços

Não freqüente a escola, não leia, não estude
Fique sentado, esperando que alguém te ajude
Você reclama do que tem, mas o que tem destrói
É foda, eu tô ligado, a verdade dói
Fale da vida alheia, jamais olhe a sua
Se misture, seja amigo dos piores da rua
Pode ser que esteja errado, às vezes eu me engano
Mas acho que você não passa dos dezoito anos
E até na hora da morte você vai dar trabalho
Como pagar o enterro com um mísero salário
Mãe chorando, pai desesperado desempregado
Só fez merda, todos tristes endividados

[Refrão]
Destrua tudo, destrua o pouco que tem
Seja o que o sistema quer, mais um “Zé Ninguém”
Quebre tudo, arrebente, mande pro espaço
Aí então, será mais um no time dos palhaços

A vida não é fácil, não precisa me dizer
Uma batalha diária, lutar pra viver
Sua família, parentes, amigos e vizinhos
Você sofre, tô ligado, mas não tá sozinho
Procure fazer sua parte, seja consciente
Prove pra si mesmo que também é gente
Não diga que ainda é jovem e não sabe nada
Você já sabe se a parada é certa ou errada
Os exemplos são mostrados, todo dia, toda hora
Em cana, finado ou ir à escola
Sei que às vezes o problema é que não há colégios
Educação no Brasil virou privilégio
Vá estudar em outro, mesmo que seja distante
Não ache graça na desgraça, enxergue adiante
Quando tiver mais idade, lembrará do que falo
Conhecimento é dom divino e a ignorância é obra do diabo

Sobre Violência Gratuita

A música Violência Gratuita, de X e produção de X, DJ Raffa, DJ Tydoz e DJ Marcelinho, aparece nos discos Um Homem Só.

Nos créditos de composição, publicados nas páginas dos streamings ou no encarte do disco, aparecem X, DJ Raffa, DJ Tydoz e DJ Marcelinho.

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