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Letra da música Casa Grande e Senzala

[Verso 1 – X]
É mais um ano de eleição
Cada voto errado, um prego em seu caixão
Milhares morrerão de fome e inanição
Toneladas de alimentos apodrecerão
Milhões nas ruas, sarjetas, becos e vielas
Espremidos, empilhados em nossas favelas
Iluminados pelos corpos, nas ruas de terra, cercados por velas
Tome cuidado na hora de votar
Escolher a corja que vai nos roubar
Não venda seu voto por um abraço apertado
Promessas de emprego; você está sendo enganado
Isso tem que acabar, não precisamos mais
De senhores de engenho, mercadores de escravo
Enquanto te dou essa idéia, eles comem caviar
380 engatilhada, barca furada, pipoca na cara
Mais um pra vala
Brasil, infelizmente, cada vez mais casa grande e senzala
Entra ano, sai ano, a putaria não pára
Observe os fatos, se liga no movimento
Falam em igualdade racial e social
Mas na calada eles votam seus próprios aumentos
Aos brasileiros só restam os restos dos restos e um lamento
Só lamento!!!
Que igualdade é essa?
Não conheço, nunca vi
Elevador social e de serviço só aqui
Cada vez mais clara a distância que nos separa
Tá foda, tá escroto
Não agüentamos mais
Sempre aparece mais um para nos jogar pra trás
Raça de filhos da puta nos deixe em paz
É exatamente assim que querem que o povo viva
Com força e estudo suficiente para o trabalho escravo
Você acha que não?
Parabéns, cuzão
Querem que acreditemos que somos inferiores
Mesmo havendo entre nós vários e vários doutores
Termos pejorativos; pardo e mulato nos foram impostos
Já comeram a carne, querem chupar os ossos
Eu já disse: “sub-raça é a puta que pariu”
Sem os negros não existiria o Brasil
Não venham com papo superior, filosofia tola
Pardo é o caralho, mulato de cu é rola
Me chame de negro, me chame de preto
Minha raça, minha cor, exijo respeito
Nem moreninho, nem moreno, nem marrom bombom
Eu te respeito, então também respeite o meu valor
Espalharei minha mensagem pelo país inteiro
Tenho orgulho de ser um negro verdadeiro
Há 500 anos somos humilhados
Isso já foi dito, eu sei, porém não foi captado
No passado: pro tronco, costas marcadas
Hoje: fome, desemprego… o povo pede arrego
Chacinas na periferia, resolvem a bala
O tempo passa, nada muda, a safadeza não para
Brasil, casa grande e senzala

[Refrão – X e Rodolfo Abrantes]
O tempo passa, nada muda, a safadeza não para!
Casa grande e senzala
O tempo passa, nada muda, a safadeza não para!
Brasil, casa grande e senzala!

[Verso 2 – Rodolfo Abrantes]
Não fizemos a dívida externa, pagamos nossos impostos
Se há espaço pra todos, onde está o nosso?
Negro, pobre, careca, cantor de rap nacional
Não tem idéia, sem fala, é marginal
E a democracia que o sistema tanto fala?
Tiro de 12 na cabeça, dentro do porta-malas
Mato Grosso do Sul: “Facção” sabe o que diz
Irmãos conscientes; fico feliz
Vivemos à mercê dos maus políticos
Da mídia fuleira que aliena (é como um vício)
De maus policiais, autoridades incompetentes…
Os pobres, para os poderosos, são repelentes
Não vamos ficar parados, vamos à luta
Não dar moleza pros pilantras, filhos da puta
Trabalhar, estudar, passar mensagens positivas
Defensiva, às vezes; constantemente na ativa
Podemos viver juntos, posso provar
“X” tá na área, véi
É só comprovar
Lutamos pra que o país não seja mais dos canalhas
Casa grande e senzala

[Refrão – X e Rodolfo Abrantes]
O tempo passa, nada muda, a safadeza não para!
Brasil, casa grande e senzala
O tempo passa, nada muda, a safadeza não para!
Casa grande e senzala
O tempo passa, nada muda, a safadeza não para!
Brasil, casa grande e senzala!

Sobre Casa Grande e Senzala

A música Casa Grande e Senzala, de X com participação de Rodolfo Abrantes e produção de X, DJ Raffa e DJ Tydoz, aparece nos discos Um Homem Só.

Nos créditos de composição, publicados nas páginas dos streamings ou no encarte do disco, aparecem X, DJ Raffa e DJ Tydoz.

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